Instituições nacionais participam de oficina de combate ao Tráfico de Animais Silvestres no Brasil

Conservare participa da Oficina IMPACTAS, projeto da Polícia Federal com o objetivo de combate ao Tráfico de Animais Silvestres.

Projeto da Polícia Federal de combate ao tráfico de animais silvestres, conta com apoio da Receita Federal, Polícia Rodoviária Federal, Ibama, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Vigiagro, Wildlife Conservation Society (WCS Brasil), Conservare Wild Consulting, INPA e VINCI Aeroportos.

Foto: WCS Brasil

O Delegado Federal que esteve a frente desta oficina, Joziel Brito comenta:

“A importância desse evento é que ele reúne diversas agências de combate aos crimes contra a fauna com uma mesma missão, buscando trocar conhecimentos, contatos e criando uma força tarefa contra esse crime que é considerado por muitos como o terceiro crime mais lucrativo, perdendo apenas para o tráfico de armas e drogas. “

“O combate ao tráfico de animais silvestres é algo multidisciplinar e faz intersecção com a atuação de diversos órgãos federais, estaduais, municipais, e com trabalho importantíssimo da sociedade civil. O IMPACTAS nasce dentro da Polícia Federal, mas é um projeto da sociedade. É importante a Polícia Federal estabelecer laços de cooperação profissional, e com isso a gente tem participado em diversas atividades, por exemplo, junto ao ICMBio onde trabalhamos com os Planos de Ação Nacional para conservação de espécies ameaçadas (PANs), que são ações governamentais e que envolvem  também a sociedade civil.” complementa ainda o biólogo e perito da Policia Federal Bruno Duar.

Além disso, nos demais dias de evento, foram executadas operações reais de fiscalização de passageiros aéreos e suas bagagens, além de cargas e encomendas terrestres, aéreas, fluviais ou marítimas.

Foto: ICMBio/RAN

Conservação das espécies 

A integração e o trabalho conjunto entre os órgãos públicos e as entidades privadas para o combate das práticas ilegais é fundamental para o combate eficaz ao tráfico de biodiversidade, na medida em que torna possível a apreensão das cargas, diminuindo a oferta no mercado, e identificando o maior número de pessoas envolvidas no crime.

“O papel da WCS, como uma ONG de conservação, é trazer esse tipo de informação, unir atores e apoiar eventos como a IMPACTAS. É a primeira vez que acontece na região amazônica um evento com tantas agências importantes dentro de um aeroporto internacional e de onde saem vários voos para várias partes do mundo e que também é uma porta de saída, infelizmente, para boa parte da fauna brasileira.” destaca o biólogo Antônio Carvalho, Especialista em Combate ao Tráfico de Vida Silvestre da WCS Brasil.

Foto: Conservare

Contribuição do setor privado

O evento ainda contou com a presença e contribuição da Conservare Wild Consulting, que durante toda a semana tem desenvolvido atividade de elaboração de material instrutivo para os Agentes Aeroportuários a fim de intensificar as fiscalizações, como conta a bióloga e Coordenadora de Comunicação da Conservare, Beatriz Morais

“A Conservare é uma empresa privada, e dentro de todas as nossas frentes de trabalho, buscamos contribuir com o combate ao tráfico de vida silvestre, principalmente com políticas públicas de conservação. Fomos contratadas pela WCS Brasil para desenvolver um grande levantamento, a nível nacional, das informações acerca da temática, bem como o desenvolvimento de um guia orientativo para os APACs e demais agentes fiscalizadores. É uma atividade desafiadora, mas acreditamos que junto ao IMPACTAS será um trabalho de grande valor no processo fiscalizatório.”

O IBAMA, INPA, ICMBio, Receita Federal e Polícia Rodoviária Federal também estão presentes no evento trazendo informações valiosas que contribuem na identificação correta das amostras apreendidas e o qual servirá diretamente para o entendimento da Polícia Federal sobre como proceder com as ocorrências. 

“O ICMBio/RAN trabalha no apoio técnico a outras instituições federais, oferecendo classificação de espécies de anfíbios e répteis a partir de fotos e outras amostras, produtos ou subprodutos. Oferecemos informações sobre as espécies de anfíbios e répteis, especialmente as ameaçadas de extinção. Neste evento, o RAN busca ampliar e aprofundar sua contribuição no combate ao tráfico de animais silvestres, especialmente da herpetofauna.” destaca o, Médico Veterinário e Analista Ambiental do Centro de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios do ICMBio (ICMBio/RAN), Carlos Roberto Abrahão. 

O evento foi possível graças ao financiamento de duas instituições internacionais de apoio ao combate ao tráfico, a Bureau of International Narcotics and Law Enforcement Affairs (INL) e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID). O evento marca um importante momento para a proteção da vida silvestre no país e espera-se que a partir desta iniciativa muitas atividades sejam desenvolvidas ao longo dos próximos anos para fortalecer o trabalho dos agentes fiscalizadores. 

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